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Natural
de Lombardia, mas profundamente radicado na cultura latino-americana
pela longa permanência no Chile (1939 – 1971). Consolidado
em significativas tradições culturais e numa boa escola
teológica (em que foi também docente), participou do Concílio
Vaticano II como perito, contribuindo com o rigor científico
e também com as experiências pastorais e educativas vividas
na América Latina.
Como superior geral de uma relevante instituição religiosa
e de várias outras “associações” em conexão, foi particularmente
atento aos problemas do mundo e do terceiro mundo.
De modo organizado partilhou o Pão do Concílio com seus
irmãos mediante precisas “cartas” formuladas como propostas
de vida (na Igreja e para a Igreja), com o carisma de
Dom Bosco.
Manteve-se sempre em dia, com a participação nas mais
importantes assembléias eclesiais (em Medellín, Puebla
e Roma em vários sínodos), e como presidente da União
dos Superiores Gerais (USG). Pelo Papa João Paulo II foi
designado com outros dois Superiores Gerais (o Beneditono
e o Jesuíta) como membro do Sínodo extraordinário no XX
aniversário do Concílio.
Por estas e outras notáveis experiências e benemerências,
o reitorado do Pe. Egidio Víganó acentuou na Família Salesiana
aquele “sentire cum Ecclesia” e aquela fidelidade ao Papa
que, em Dom Bosco, foram notas características e imprescindíveis.
Tudo isso, ao mesmo tempo, impulsionou no parâmetro eclesial
a atualização “na fidelidade” à qual é chamada a Família
Salesiana no limiar do Terceiro Milênio.
O Papa o nomeou Consultor do Pontifício Conselho para
os Leigos, da Congregação dos Institutos de Vida Consagrada
e das Sociedades de Vida Apostólica.
Foi também membro da Congregação para a Evangelização
dos Povos, da sessão preparatória do Sínodo dos Bispos
para a Europa, a da Comissão Interdicasterial permanente
para uma adequada distribuição do Clero.
Por dois anos foi também presidente da União dos Superiores
Gerais (USG).
Como membro nomeado pelo Papa, participou dos 6 Sínodos
dos Bispos, celebrados em Roma de 1980 a 1994. Participou
também de especiais reuniões no Vaticano (1981 – 1982)
com Cardeais, Bispos e Superiores Gerais, para tratar
de problemas da América Central.
Em 1983 participou dos diálogos dos superiores gerais
com o Papa, sobre os problemas e as perspectivas da Vida
Religiosa na Igreja. Em 1986 foi convidado para pregar
os exercícios espirituais para o Papa e a Cúria Romana.
Colaborou particularmente no último Sínodo sobre Vida
Consagrada.
Vitimado por um tumor, passou seus últimos meses no sofrimento.
O Pe. Viganó será também lembrado como apreciado autor
de inúmeras publicações de caráter teológico e espiritual. |