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Siciliano.
Desde o momento de sua eleição exprimiu, numa sintética
declaração, a que depois se tornaria seu programa fundamental
de governo: “ Para a frente com Dom Bosco vivo, hoje,
para corresponder com as exigências do nosso tempo e as
expectativas da Igreja”. Esta intenção foi coerentemente
seguida até o fim do mandato, na véspera do qual o Pe.
Rícceri ainda reafirmava: “Os destinatários de nossa missão
são os jovens, elevados, nesta época, a uma importância
primeira que se tornaram uma força explosiva e imcontida
(...). O Dom Bosco de que os jovens precisam é o Dom Bosco
dos momentos de emergência, o Dom Bosco que arregaça a
mangas...”.
É preciso lembrar que o seu reitorado, em anos de profunda
inquietação social e cultural, foi acompanhado e aprovado,
desde o início, pelas inquietações juvenis de 68. Estas
inquietações envolveram não só os jovens mas também as
várias instituições conexas: escolas e associações, educadores
e legisladores, entidades estatais e eclesiásticas...
No perceber a “força incontida” dos jovens e no referir-se
a Dom Bosco e aos firmes princípios da sua mensagem, Pe.
Rícceri manteve firme o timão que recebeu de seus predecessores.
Ao mesmo tempo impulsionava a congregação toda a corresponder
às urgentes exigências dos tempos a à grande expectativa
da Igreja.
Esta “fidelidade dinâmica” ao espírito de Fundador volta
como tema emergente nas palavras e nos escritos do superior,
mas sobretudo nas iniciativas concretas, expostas nas
freqüentes viagens ao exterior, sempre rápidas e operacionais,
e nos últimos encontros com os responsáveis pelas estruturas
religiosas e pelos outros setores específicos.
Entre outras coisas, Pe. Rícceri realizando em tempos
maduros uma “hipótese” já meditada pelos precedentes Reitores-Mores
transferiu para Roma a Direção Geral da Sociedade Salesiana,
separando-a da “Casa Mãe” de Valdocco e inserindo-a mais
no coração geográfico, organizativo e espiritual da Igreja. |