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P. Chávez é mexicano, nascido em Real
de Catorce (San Luis de Potosì), zona mineira
no coração do norte do México,
dia 19 de dezembro de 1947. Depois de alguns anos, a
família se transfere para Santillo (estado de
Coahuila) onde Pascual freqüenta a escola salesiana
“Colegio Mexico”; aí nasce a sua
vocação e amadurece a intenção
de seguir Dom Bosco. Faz a primeira profissão
religiosa em agosto de 1964, em Coacalco, e em agosto
de 1970 se torna salesiano com votos perpétuos
em Guadalajara. Recebe o ministério diaconal
em 10 de março de 1973 também em Guadalajara
e, sempre na “Perla Tapatia”, capital do
estado de Jalisco, dia 8 de dezembro de 1973, é
ordenado sacerdote. Vive os primeiros anos de seu ministério
na comunidade dos jovens salesianos em formação
de Chapalita (Guadalajara). De 1975 a 1977 estuda em
Roma, no Bíblico, onde obtém a licença
em Sagrada Escritura.
O novo Reitor-Mor foi diretor do Instituto Teológico
de San Pedro Tlaquepaque, de 1980 a 1988, onde ensinou
Sagrada Escritura. De 1986 a 1989 é também
conselheiro inspetorial da Inspetoria de México-Guadalajara.
De 1989 a 1994 é inspetor da mesma Inspetoria,
que compreende todo o norte do México até
aos confins dos Estados Unidos. Em 1995 inicia o doutorado
em Teologia Bíblica e reside em Madri-Carabanchel,
onde fica até a obtenção do título
na Universidade Pontifícia de Salamanca, Espanha.
Em 1996, durante o CG24, é chamado por telefone
pelo Reitor-Mor, P. Vecchi, que lhe propõe tornar-se
conselheiro regional para a região Interamérica,
embora não seja membro de direito desse Capítulo.
Aceita a proposta, transfere-se à Casa Geral,
em Roma, onde reside atualmente.
Além do CG25, o P. Chávez participou como
capitular também do CG23, de 1990, para o qual
trabalhou como membro da Comissão pré-capitular.
A língua-mãe do P. Pascual é o
espanhol, mas fala corretamente o inglês e o italiano.
Compreende também o alemão, o francês
e o hebraico.
Além de possuir títulos eclesiásticos,
o P. Chávez obteve o título de ensino
basilar de matérias científicas. Uma e
outra formação tornaram-no um homem concretamente
espiritual.
E’ uma pessoa inteligente e mentalmente organizada,
de diálogo, que enfrenta os problemas imediatamente,
sem adiá-los para outros tempos. Sabe captar
as problemáticas e enfrentá-las pela raiz
com tenacidade e constância, envolvendo as partes
em causa e encaminhando-se às soluções
entrevistas. Sabe ser acessível e próximo
sem ser paternalista. Pessoa preparada, profunda e pragmática,
levou a termo cada um de seus empenhos de estudo nos
tempos limitados, entre um encargo de responsabilidade
e outro, obtendo rapidamente os resultados previstos,
mas nem por isso menos brilhantes. De profunda cultura
bíblica, é notável nele o sentido
das coisas, que o torna homem prático e concreto,
filho daquela sensibilidade latino-americana que opera
a sua leitura cristã da vida sobre o homem em
sua realidade cotidiana.
A atualização constante sobre os fatos
da vida e da história, tornou-o particularmente
atento aos sinais dos tempos: comprovam-no o entusiasmo
com que consolidou e reforçou a obra dos oratórios
de fronteira de Tijuana, México, iniciada pelo
seu predecessor, P. Humberto Meneses: um serviço
aos mais pobres e marginalizados. Embora não
tenha tido empenhos de pastoral direta com os jovens,
sempre evidenciou-se forte nele o sentido salesiano
do contato com os meninos e jovens, para os quais orientou
a sua missão de responsável da Inspetoria
do México-Guadalajara. Os jovens com os quais
trabalhou diretamente foram os salesianos em formação
teológica, de Tlaquepaque, aos quais transmitiu
não só a sua formação escriturística
mas também a sua paixão salesiana pelos
jovens.
Como conselheiro regional animou uma região que
compreende 14 inspetorias, densamente variegada pela
cultura, tradições, teor de vida, vivência
religiosa e salesiana. A região de fato reúne
nações da América do Norte, da
América Central e do Caribe, e as nações
da zona andina da América do Sul (Venezuela,
Colômbia, Equador, Peru e Bolívia). A animação
feita concentrou-se nos objetivos prefixados, conseguindo
amalgamar tais multiplicidades e visitar todas as Inspetorias
ao menos uma vez por ano, nos seis anos em que esteve
no cargo.
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